DIA NACIONAL DO COMBATE A INFECÇÃO HOSPITALAR

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O dia 15 de maio relembra a todas as Instituições de Saúde a importância do combate e
prevenção das Infecções relacionadas à assistência a saúde e o Serviço de Controle de
Infecção Hospitalar.

As Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) foram instituídas por lei a partir
de 1998, com a Portaria nº 2.616 do Ministério da Saúde, juntamente com a criação do
Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), que consiste em um conjunto de
ações desenvolvidas com vistas a reduzir ao máximo possível a incidência e a gravidade
das infecções hospitalares. Cabe à CCIH a execução das ações do PCIH, sendo esta
comissão um órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição, e a ela diretamente
subordinada. É de grande importância que a população entenda o que significa e participe de uma forma atuante nos momentos oportunos para contribuir na prevenção.

A infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é aquela adquirida em função dos
procedimentos necessários a monitorização e ao tratamento de pacientes em hospitais,
ambulatórios, centros diagnósticos ou mesmo em assistência domiciliar (home care).

O diagnóstico das IRAS é feito com base em critérios definidos por agências de saúde
nacionais e estrangeiras, como o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os Centers for Disease Control and Prevention
(CDC), dos Estados Unidos.

As IRAS ocorrem devido a um desequilíbrio entre as defesas do paciente (sistema
imunológico) e germes que habitam o seu corpo (microrganismos). Tais microrganismos são ditos oportunistas porque se “aproveitam” do estado de saúde debilitado do paciente
provocado por doenças, imunodeficiências, uso de antibióticos, procedimentos
médico-cirúrgicos e dispositivos hospitalares invavisos (cateteres, tubos, drenos, sondas,
etc) para encontrar uma fácil “porta de entrada” para invadir o organismo e causar uma
infecção que não ocorreria fora destas condições.

Mesmo quando se adotam todas as medidas conhecidas para prevenção e controle de
IRAS, certos grupos apresentam maior risco de desenvolver uma infecção. Entre esses
casos estão os pacientes em extremos de idade, pessoas com diabetes, câncer, em
tratamento ou com doenças imunossupressoras, com lesões extensas de pele, obesas e fumantes submetidas a cirurgias de grande porte ou transplantes.

O monitoramento das IRAS permite que os processos assistenciais sejam aprimorados e
que o risco dessas infecções possa ser reduzido.Dentre as infecções relacionadas a assistências estão; infecção corrente sanguínea,infecção pulmonar, infecção relacionada à ventilação mecânica, infecção do trato urinário, infecção de sítio cirúrgico. É realizado um conjunto de práticas baseadas em evidências (bundles) para prevenção de cada infecção específica.

A higienização das mãos, recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde)
incentiva a promoção de saúde é procedimento essencial e carro chefe de qualquer forma
de prevenção de infecção.

No contexto da pandemia, a orientação de realizar a correta lavagem das mãos redobrou.
Isso se dá porque o coronavírus não consegue penetrar na pele, mas pode permanecer na superfície, esperando a oportunidade de entrar no organismo por lugares mais vulneráveis, como os olhos, nariz e boca. Água e sabão retiram a sujidade sendo o suficiente para neutralizar o vírus. O uso do álcool a 70% também é uma das grandes armas contra o coronavírus e outros germes.

Dra Caroline Meneses
Infectologista

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