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A contribuição da Cirurgia de Cabeça e Pescoço



A Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza completa este ano 155 anos de sua fundação. Durante todo esse tempo vários serviços foram criados e outros incorporados a Instituição com a finalidade primordial de prestar um serviço holístico de qualidade aos cidadãos carentes de Fortaleza e do interior do estado.


A partir desta visão, o Serviço de Oncologia, pioneiro no Estado do Ceará e fundado no ano de 1951, criou o departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no ano de 1999. Nos últimos 17 anos diversos profissionais da mais ilibada reputação deram sua contribuição para o serviço, tais como o Dr. Márcio Studart e o Dr. Fernando Porto. Atualmente, o serviço conta com nove cirurgiões, entre eles, Dr. Wilson Mourão e Dr. Wilson Meireles, cujos quais se reúnem semanalmente para discutir casos clínicos juntamente com apoio de outras especialidades afins (oncologia clínica, radioterapia, radiologia, cirurgia buco-maxilo-facial).
O impacto da importância do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço se traduz nos números, compilados pelo nosso Centro Cirúrgico. A Santa Casa de Fortaleza, somente no ano de 2015, realizou 9.309 cirurgias nas mais diversas especialidades. A Cirurgia de Cabeça e Pescoço realizou no mesmo período 1.516 cirurgias. Destas, 730 (ou seja, 48,15%) foram consideradas de alta complexidade (Câncer). Portanto, quase metade das cirurgias realizadas pelo serviço foi para pacientes com tumores malignos, demonstrando a importância da especialidade Cirurgia de Cabeça e Pescoço para a instituição.
Nos últimos anos, no entanto, temos sofrido muito com a redução de recursos para a saúde, e consequentemente, a Santa Casa de Fortaleza também foi afetada por estes cortes. Devido à dificuldade de acesso, muitos pacientes com câncer têm chegado aos nossos ambulatórios com um atraso superior a seis meses, o que torna os tumores iniciais tumores irressecáveis cirurgicamente. Isso prejudica diretamente o tratamento, compromete o prognóstico e aumenta ainda mais os custos com os cuidados paliativos. E mesmo com muitos desses pacientes com tumores em estágios avançados, onde o tratamento cirúrgico não era mais a opção terapêutica mais adequada, o Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa continua e continuará cumprindo com seu papel social que é dar os cuidados paliativos com a qualidade necessária em todos os casos.
Portanto, percebe-se que há quase duas décadas o Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço presta um trabalho muito importante para a população carente. Urge, entretanto que as autoridades governamentais se sensibilizem e possam aportar ainda mais recursos a fim de que possamos continuar desempenhando nossa rotina de salvar vidas sem interrupções.

 

Dr. André Cortez