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Prevenir a hipertensão para viver melhor


A hipertensão arterial (pressão alta) é um problema de saúde pública, devido ao fato de cerca de 20% dos adultos serem hipertensos, que tem impacto direto tanto na qualidade de vida do paciente quanto na economia local. Assim, é preciso ter conhecimento sobre a doença, suas implicações na mudança de estilo de vida do hipertenso e as características dos grupos que possuem maior risco de ter tal morbidade.



Nesse contexto, foi realizado, de junho de 2014 a julho de 2015, um estudo para construir o perfil de 117 pacientes hipertensos atendidos em ambulatório de cardiologia de uma clínica- escola, sendo procedida a medida da pressão no consultório por dois acadêmicos de Medicina, sob a orientação de um cardiologista, bem como foram feitas perguntas sobre os hábitos de vida, sedentarismo, uso de bebidas alcoólicas, tabagismo, diabetes, colesterol alto, uso de medicamentos e outros.

Após essa coleta de dados, foi concluído que a maioria dos pacientes era hipertensa há mais de cinco anos, sendo 17% classificados como hipertensão grave, 25% moderado e 20% hipertensão leve. Além disso, cada paciente pesquisado usava, em média, dois medicamentos para controlar a pressão. Um dado alarmante e que merece atenção é que 60% dos avaliados eram sedentários, 26% eram etilistas, 18% eram tabagistas e 27% tinham colesterol alto.

Diante desses resultados é preciso destacar a importância da consulta cardiológica pelo menos uma vez ao ano, e, se a pessoa começar a relatar dor de cabeça frequente, palpitações, dor no peito, suor frio, palidez e cansaço aos esforços, é preciso encaminhá-la para uma avaliação o quanto antes. Além disso, é necessário que se tenha a consciência de adaptar seus hábitos para serem saudáveis, buscando diminuir o consumo de sal e de enlatados. Praticar, pelo menos, 30 minutos de atividade física por dia, ingerir poucos alimentos gordurosos e ter uma boa qualidade de sono, também é primordial.

Em relação ao paciente hipertenso, é necessário redobrar a atenção a qualquer mínima alteração que ocorra, buscando sempre auxílio médico. Além disso, o apoio psicológico é fundamental, pois a adesão correta ao tratamento aliada aos hábitos saudáveis é a principal forma de controlar a hipertensão e prevenir suas possíveis complicações, como cegueira, infarto e AVC.

Desse modo, conscientizar a população, tanto não-hipertensa como hipertensa, em relação à necessidade de adaptar sua rotina, mesmo com pequenas mudanças, para tornar-se mais saudável, possuir uma alimentação equilibrada, realizar exames preventivos regularmente, ficar atento a qualquer sintoma diferente que apareça e, se hipertenso, orientar sobre a adesão ao tratamento, é função não só dos profissionais de saúde como também da própria comunidade e da família desses pacientes.

Assim, conclui-se que deve ser dada atenção à hipertensão e aos seus sinais clínicos, pois o diagnóstico e o início precoce do tratamento, aliado ao empenho do paciente, são os pilares para o controle da doença e para a mudança no cenário da saúde pública. A pressão alta é uma das maiores responsáveis pelas consultas nos postos de saúde e, se controlada, irá trazer benefícios para a vida toda.

Ana Carolina Brito de Alcantara.
Acadêmica de Medicina da Unichristus

 

Este artigo reflete trabalho apresentado pela autora durante a realização da XXIII Jornada Científica da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza, no período compreendido entre os dias 26 e 29 de outubro de 2015